|
|
TOWARZYSTWO POLSKA |
|
|
SOCIEDADE POLÔNIA FLORIANÓPOLIS
|
||
|
. |
||
|
Sociedade Polônia – 20 anos |
||
COMEMORAÇÃO DE UMA INICIATIVA VITORIOSA!
No próximo dia
6 de março transcorre a passagem de 20 anos de fundação, da Sociedade Polônia
de Florianópolis, criada com a finalidade de reunir os poloneses e seus
descendentes.
Em anos
atrás já existira em Florianópolis uma sociedade, denominada 3 de Maio, com a
mesma finalidade, que, no entanto, em face de conjunturas políticas da época
teve suas portas fechadas e, em conseqüência, desagregados os seus associados.
Os
municípios da Grande Florianópolis não foram o destino de imigrantes poloneses,
mas aqueles poloneses ou seus descendentes que atualmente moram a capital do
Estado de Santa Catarina são fruto de migrações internas.
Às vésperas
da visita do Papa João Paulo II a Florianópolis, em 1990, um grupo de descendentes
poloneses fez uma convocação através de publicação no Diário Catarinense de 5
de março de 1990.
No dia
seguinte descendentes de poloneses, muitos desconhecidos entre si, reuniram-se
na Universidade Federal de Santa Catarina e festiva e alegremente resolveram
fundar uma Sociedade que os representasse, a qual deram o nome de Sociedade
Polônia.
Descrever o
entusiasmo pelo encontro de alguns poloneses imigrados e de outros, em número
maior, descendentes de imigrantes
poloneses que moravam em Florianópolis e na maioria, nem se conheciam, se
constituiu num momento de grande emoção e de vibração patriótica. Era a gota de
sangue polonês que vibrava em cada um e em todos.
Os nomes
destes pioneiros revelam a sua origem de uma terra distante a mais de doze mil
quilometros, que se apresentavam entre
si e se abraçavam mutuamente; eram
Angulski, Bilinstik, Grams, Blaskiwiski, Blasczwicz, Brzezinski, Domareski,
Falkoski, Jacowski, Jenczak,
Kaminski, Konescki, Kincheski, Kurszaw, Niedezielski, Piasecka, Przysiada,
Rathje, Slepach, Sobierajski,
Studzinski, Szule, Zytkuewisz, Zuchowski e Wiecko.
Até a
Assembléia de Constituição da Sociedade Polônia, realizada em 28 de maio de
1991, no Salão Nobre da Universidade
Federal de Santa Catarina, vieram Ciseski, Danielewicz, Debski, Dobesz,
Dobrowolski, Felzcky, Gaidzinski, Kempa, Kluczewiski, Kowalski, Kowalczyk,
Kukulka, Labanowski, Laskos, Maciorowski, Makowiecky, Maykot, Nowacki,
Ostroski, Puzinski, Pusiski, Roczanski, Rzatki, Rossa, Rutkoski, Sieczkowski,
Slosaski, Slowinski, Sluminsky, Sokoloski, Stabrowski, Stenzowski, Szpoganicz,
Titericz, Tyll, Walendowsky, Wisniewki, Wolski, Wolowski e Woyakewicz.
Emocionante
foi a revelação e o choro alegre e festivo de uma senhora que disse:
"Nunca pensei que um dia viesse a ter este encontro e conhecer pessoas que
falassem a língua da minha infância".
Foram palavras de uma imigrante polonesa, a senhora Aniela Kluczewiski. Não foi somente ela que chorou.
A Sociedade
assumiu a responsabilidade de aglutinar os poloneses e seus descendentes,
festejando datas e festas tradicionais da Polônia, tais como o Natal, a Páscoa,
a Promulgação da Constituição de 1791 e a Restauração da Soberania Polonesa em
1918.
No dia 18 de
outubro do ano de sua fundação, os associados postados em espaço especialmente
cedido pelo Governo do Estado assistiram à missa de Beatificação de Madre
Paulina, celebrada pelo Papa João Paulo II.
Após alguns
meses de atividades a Sociedade partilhou um espaço no nono andar do Edifício
Joana de Gusmão, no centro de Florianópolis e em seguida adquiriu o conjunto
904, no mesmo edifício, contando com a ajuda financeira da Spolnota Polska, de
recursos próprios e do casal Bienias.
Ao festejar os vinte anos de existência de
uma casa polonesa em Florianópolis outros nomes se juntaram aos pioneiros, tais
como Bernal, Bienias, Bocianowski, Brzeski, Feliski, Gwoszdz, Milak, Palanoski,
Piskorki, Sagan, Slowinski, Toczek,
Witoslawski, Wosni. Deve-se registrar que nomes de outros etnias também se
filiaram, tais como Alves, Aguiar, Dias, Pereira, Pitsica, Queiroz, Souza.
Muitos e muitos outros nomes poloneses constam dos registros de associados, são
aproximadamente duzentos nomes não poloneses, cada um com seu relato de vida.
A Sociedade
tornou-se referência polonesa em Florianópolis, tendo recebido em sua sede a
visita de várias delegações de poloneses.
Ao comemorar
a data de 6 de março a Diretoria da Sociedade cumprimenta a todos os poloneses
e seus descendentes que acreditaram neste empreendimento agregador de homens e
mulheres cuja origem étnica se encontra na Nação Polonesa e se filiaram à
Sociedade Polônia, fundada em Florianópolis, em 1991.
A Polônia
jamais morrerá, diz o hino nacional polonês e nós, descendentes dos filhos
migrados, a cultuaremos no Brasil, através da Sociedade Polônia de
Florianópolis.
Florianópolis,
5 de março de 2011.
José Luiz
Sobierajski - Presidente
Neide
Spricigo Walendowsky – Vice-Presidente
Lecian
Slowinski – 2º Vice-Presidente
Os poloneses
que imigraram para o Brasil e foram assentados nas terras catarinenses
atenderam a uma política do Governo Brasileiro de espalhá-los por diversos
lugares, muitas vezes na proximidades de imigrantes de diversos países
europeus, principalmente alemães e italianos.
Com esta
política o governo brasileiro evitava a criação de núcleos muitos populosos de
uma única etnia, tal como acontecia em Curitiba, onde a grande concentração de
poloneses despertava preocupações nas autoridades.
Mas os imigrantes poloneses não foram
destinados diretamente para os municípios da Grande Florianópolis, alguns
poucos foram assentados na localidade de Pinheiral, pertencente ao município de
Tijucas, atualmente integrando o municipio de Major Gercino.